domingo, 7 de fevereiro de 2010

SALVE-SE QUEM PUDER - DEXTER

ECOS DO PORÃO!!!

Fico pensando no que foi o nazismo. No Tribunal de Nuremberg. Na justiça que se procurou fazer diante daquele genocídio. Julgou-se os assassinos, e ponto. Não os que a ele resistiram. E só o faço como alusão à situação brasileira.

Fico pensando na decisão argentina de abrir todos os arquivos confidenciais das Forças Armadas referentes ao período da ditadura militar, ocorrida entre 1976-1983. Essa abertura foi feita para subsidiar a apuração de violações aos direitos humanos durante aquele período.

E penso novamente no Brasil, no barulho que se está fazendo diante da possibilidade da criação da Comissão Nacional da Verdade, que já aconteceu na maioria dos países da América Latina que viveram também a tenebrosa experiência de ditaduras. Nesses países encara-se com naturalidade que criminosos, torturadores, assassinos sejam julgados, e muitos deles foram julgados, condenados e presos.

Quem desembarcasse no Brasil nos últimos dias e não soubesse nada de nossa história, certamente começaria a assimilar a idéia de que não houve ditadura. Que ela não matou, não seqüestrou, não torturou barbaramente homens, mulheres, crianças, religiosos, religiosas. Que não empalou pessoas, que não fez desaparecer seres humanos, que não cortou cabeças, que não queimou corpos. Que não cultivou o pau de arara, o choque elétrico, o afogamento, a cadeira do dragão, que não patrocinou monstros como Carlos Alberto Brilhante Ustra ou Sérgio Paranhos Fleury, este morto, o primeiro ainda exibindo sua arrogância, cinismo e ainda certeza da impunidade.

De repente, se não insistirmos na luta para afirmar a verdade da história, gente do nosso povo pode até acreditar na versão que querem passar de que houve apenas uma luta entre um regime legal e os que a ele se opunham.

É falso, mentiroso dizer que a Comissão Nacional da Verdade que se pretende implantar queira eliminar a Lei de Anistia. Ela pretende, se instalada, apurar todas as violações de direitos humanos ocorridas no âmbito da repressão política durante os 21 anos de ditadura.

É a forma de legalmente desencadear o processo histórico, político, ético,
criminal, como disse o ministro Vannuchi, de todos os episódios de tortura, assassinatos e desaparecimentos de opositores políticos registrados naquele período.

O que se sustenta, aqui e em todo o mundo democrático, é que a tortura é crime imprescritível, e que esse crime não pode permanecer impune. Não é à toa que o ex-ditador Pinochet, um assassino, foi detido em Londres e depois julgado em seu país.

Não se queira fazer acreditar que a Comissão Nacional da Verdade pretenda desmoralizar as Forças Armadas. Ao contrário. Pretende-se que quaisquer que sejam os cidadãos que tenham cometido o crime da tortura ou que tenham assassinado pessoas por razões políticas ou tenham feito com que desaparecessem sejam julgados por seus crimes de lesa-humanidade.

E julgamento é atribuição do Judiciário, com sua soberania e com os ritos próprios da democracia. Diz-se isso para que se diferencie dos mais de 20 anos da ditadura, onde não havia qualquer legalidade. Muitos dos nossos companheiros não chegaram a ser julgados: foram mortos de forma covarde, insista-se na palavra, covarde, na tortura brutal, cruel, e os registros históricos são vastíssimos. Não cabem neste artigo.

Assistam o filme Cidadão Boilensen. É interessante como registro da associação corrupta entre grupos empresariais e a Operação Bandeirante, entre o aparato repressivo e as finanças, entre a ditadura e o grande negócio. Puro banditismo, acobertado pelo silêncio imposto à época. E para compreender, também, parte, apenas parte, da impressionante crueldade desse aparato.

Não sei como se movimentará a sociedade brasileira nesse caso. Sei que mais de 10 mil cidadãos assinaram um manifesto, inclusive eu, defendendo que os envolvidos em crimes de tortura em nome do Estado brasileiro devem ser julgados e punidos pelos seus atos.

Estamos defendendo a civilização, a humanidade, a democracia. Não dá para acobertar crimes como o da tortura ou assassinatos e desaparecimentos de opositores políticos. Esta é a posição de quem não esquece o terrorismo da ditadura. A posição de quem defende intransigentemente a democracia. E que grita: ditadura, nunca mais!

Emiliano Jose é Jornalista, escritor, deputado federal (PT/BA)

fonte : Agência Carta Maior
postado por Luiz Ap. às 07:11 em 14/01/2010

IMPERIALISMO AMERICANO ESTÁ MAIS VIVO QUE NUNCA!!!

Cercando a Venezuela - Ignacio Ramonet

Chávez vive um cerco ao seu país

A chegada ao poder do presidente Hugo Chávez na Venezuela no dia 2 de fevereiro de 1999 coincidiu com um acontecimento militar traumático para os Estados Unidos: o fechamento de sua principal instalação militar na região, a base Howard, situada no Panamá, e fechada em virtude dos Tratados Torrijos-Carter (1977).

Em substituição, o Pentágono elegeu quatro localidades para controlar a região: Manta, no Equador; Comalapa, em El Salvador; e nas ilhas de Aruba e Curaçao (de soberania holandesa).

A suas – por assim dizer – "tradicionais" missões de espionagem adicionou novos cometidos oficiais a estas bases (vigiar o narcotráfico e combater a imigração clandestina para os Estados Unidos); além de outras tarefas encobertas, tais como lutar contra os insurgentes colombianos; controlar os fluxos de petróleo e minerais, os recursos de água doce e a biodiversidade.

Porém, desde o início, seus principais objetivos foram: vigiar a Venezuela e desestabilizar a Revolução Bolivariana. Depois dos atentados de 11 de setembro de 2001, o Secretário norte-americano de Defesa, Donald Rumsfeld, definiu uma nova doutrina militar para enfrentar o "terrorismo internacional".

Modificou a estratégia de deslocamento exterior, fundada na existência de enormes bases dotadas de numeroso pessoal. E decidiu substituir essas megabases por um número muito mais elevado de Foreing Operating Location (FOL, Lugar Operacional Preposicionado) e de Cooperative Security Locations (CSL, Lugar de Segurança Compartilhado), com pouco pessoal militar, porém equipado com tecnologias ultramodernas de detecção.

Resultado: em pouco tempo, a quantidade de instalações militares estadunidenses no exterior se multiplicou, alcançando a insólita soma de 865 bases de tipo FOL ou CSL localizadas em 46 países. Jamais na história, uma potência multiplicou de tal modo seus postos militares de controle para implantar-se através do planeta.

Na América Latina, o redesdobramento de bases permitiu que a de Manta (Equador) colaborasse no falido golpe de Estado de 11 de abril de 2002 contra o presidente Chávez. A partir de então, uma campanha midiática dirigida por Washington começa a difundir falsas informações sobre a pretendida presença nesse país de células de organizações como Hamas, Hezbolah e até Al Qaeda.

Com o pretexto de vigiar tais movimentos e em represália contra o governo de Caracas, que pôs fim, em maio de 2004, a meio século de presença militar estadunidense na Venezuela, o Pentágono amplia o uso de suas bases militares nas ilhas de Aruba e Curaçao, situadas muito próximas das costas venezuelanas, onde, ultimamente, têm sido incrementadas as visitas de navios de guerra dos Estados Unidos.

Isso tem sido denunciado recentemente pelo presidente Chávez: "É bom que a Europa saiba que o império norteamericano está armado até os dentes; enchendo as ilhas de Aruba e Curaçao com aviões e navios de guerra. (...) Estou acusando o Reino dos Países Baixos de estar preparando, junto com o império yanqui, uma agressão contra a Venezuela" (1).

Em 2006, em Caracas se começa a falar em "socialismo do século XXI"; nasce a Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América (Alba) e Hugo Chávez é reeleito presidente. Washington reage impondo um embargo sobre a venda de armas para a Venezuela sob o pretexto de que Caracas "não colabora suficientemente na guerra contra o terrorismo". Os aviões F-16 das Forças Aéreas venezuelanas ficam sem peças de reposição.

Diante dessa situação, as autoridades venezuelanas estabelecem um acordo com a Rússia para dotar sua força aérea de aviões Sukhoi. Washington denuncia um suposto "rearmamento massivo" da Venezuela, omitindo recordar que os maiores orçamentos militares da América Latina são os do Brasil, da Colômbia e do Chile. E que, a cada ano, a Colômbia recebe uma ajuda militar estadunidense de US$ 630 milhões (uns 420 milhões de euros). A partir daí, as coisas se aceleram.

No dia 1º de março de 2008, ajudadas pela base de Manta, as forças colombianas atacam um acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), situado no interior do território do Equador.

Quito, em represália, decide não renovar o acordo sobre a base de Manta que venceu em novembro de 2009.

Washington responde, no mês seguinte, com a reativação da IV Frota (desativada em 1948, há 60 anos...), cuja missão é vigiar a costa atlântica da América do Sul. Um mês mais tarde, os Estados sulamericanos, reunidos em Brasília, respondem criando a União das Nações Sulamericanas (Unasul); e, em março de 2009, criaram o Conselho de Defesa Sulamericano.

Umas semanas depois, o embaixador dos Estados Unidos em Bogotá anuncia que a base de Manta será relocalizada em Palanquero, na Colômbia. Em junho, com o apoio da base estadunidense de Soto Cano acontece o golpe de Estado em Honduras contra o presidente Manuel Zelaya, que havia conseguido integrar seu país a Alba.

Em agosto, o Pentágono anuncia que estabeleceria sete novas bases militares na Colômbia. E, em outubro, o presidente conservador do Panamá, Ricardo Matinelli, admite que cedeu aos Estados Unidos o uso de quatro novas bases militares.

Desse modo, a Venezuela e a Revolução Bolivariana se veem rodeadas por nada menos que 13 bases estadunidenses, situadas na Colômbia, no Panamá, em Aruba e em Curaçao. Bem como pelos porta-aviões e navios de guerra da IV Frota.

O presidente Obama parece ter deixado mãos livres ao Pentágono. Tudo anuncia uma agressão iminente. Os povos consentirão que um novo crime contra a democracia seja cometido na América Latina?

Nota:
(1) Discurso no Encontro da ALBA com os Movimentos Sociais, Dinamarca, Copenhague, 17 de dezembro de 2009.

Publicado originalmente no Le Monde Diplomatique em espanhol nº 171 Janeiro de 2010

O PHOTOSHOP COLOCOU ÓCULOS ESCUROS EM CARTAZ DE ASHTON KUTCHER





Ashton Kutcher ganhou óculos escuros no cartaz de 'Toy Boy', título dado ao filme 'Spread' quando foi lançado nos cinemas franceses. Mas o resultado do Photoshop ficou falso, nao é mesmo? Bem diferente do cartaz original. Acima, um detalhe do poster e, mais abaixo, o cartaz por inteiro.

NATALIE PORTMAN E SUA MÃO ALIENÍGENA


Natalie Portman e sua mao de alienígena na capa da revista Photoshop 09:08 Foto e direçao de arte nao se acertaram muito bem na capa da V Magazine que exibe Natalie Portman em visual punk chic, usando peças Chanel. Pena, a foto é do renomado Mario Testino. Mas veja como ficou a mao de Natalie colocada sobre o V cor de rosa - é mesmo a atriz ou um clone alienígena saído de Star Wars?

BERLUSCONI : O CARA DE PAU


Platéia do discurso político foi aumentada com o Photoshop viu essa?13:13 Você enquadraria o uso do Photoshop entre as práticas pouco éticas dos políticos? Veja este exemplo que mostra Silvio Berlusconi falando para uma platéia enooorme. Veja aqui a foto ampliada. O Photoshop Disasters encontrou gente duplicada entre o publico (!) .
E TEM ALGUMAS PESSOAS QUE QUEREM ENTREGAR BATISTTI PARA ESSE PILANTRA

NOVAS FOTOS INÉDITAS DE MARILYN MONROE









Novas fotos ineditas de Marilyn Monroe estao a venda na web veja21:30 Fotos de Marilyn Monroe aparentando descontraçao em um apartamento de Nova Iorque, 9 meses antes de sua morte, foram mostradas ao público nesta 6a, depois de passarem mais de 45 anos em um arquivo particular. O fotógrafo Len Steckler fez as imagens em preto e branco de Marilyn quando ela chegou a seu apartamento inesperadamente em dezembro de 1961 para visitar seu amigo, o poeta premiado com o Pulitzer Carl Sandburg. Com Reuters em 06/02.

Steckler as oferece à venda em uma ediçao limitada intitulada 'Marilyn Monroe The Visit'. As fotos mostram a atriz usando óculos de sol de aro grosso andando e rindo com Sandburg - "Foi um acaso feliz, os dois ícones curtindo seu momento, e eu ali com minha câmera", disse Steckler à Reuters, acrescentando que ficou de lado, quase invisível, fotografando Monroe, que tinha 35 anos, e Sandburg, 83, enquanto os dois batiam papo de maos dadas. Ex fotógrafo comercial e de beleza que hoje tem "cerca de 80 anos" e vive em Los Angeles, Steckler comentou que "Marilyn adorava homens mais velhos e gostava de intelectuais (...)". Detalhe - ela tinha pintado seus cabelos de branco especialmente para o encontro 250 copias estao a venda em thevisitseries.com por preços que variam entre USD 1,999 e 3,999.