
O que surpreende no nacional-socialismo é a juventude de seus dirigentes.
Quando Hitler decidiu criar o partido, em 1922, tinha apenas 31 anos. Goering tinha 29 anos;
Goebbels, 27. Himmler tinha 23, quando participou do fracassado putsch de Munique; Heydrich
entrou para as SS ao ser expulso da Marinha Alemã, aos 27 – e, aos 32, organizou a Gestapo.
Ao assumir o poder, o Führer tinha apenas 43 anos. Doze anos mais tarde, em 29 de abril de
1945, o nazismo chegava ao fim, com o suicídio de Hitler – e de Goebbels – no bunker de Berlim.
Apesar disso, foram capazes de mandar em homens muito mais velhos, como os veteranos
generais da Wehrmacht, e de empolgar pensadores aparentemente lúcidos, como Heidegger e
Carl Schmitt.
A carreira mais surpreendente, e de final antecipado, foi a de Reinhard Heydrich.
Filho de um músico apaixonado por Wagner, ele entrou para um corpo paramilitar de direita, em
1919, aos 15 anos e, aos 18, alistou-se na Marinha. Expulso em 1931, aos 27, entrou para as SS de
Himmler. Em 1936, aos 32 anos, tornou-se chefe da Gestapo. Seis anos depois, em 5 de junho de
1942, como Protetor da Boêmia e Moravia, morria em Praga, justiçado por patriotas tchecos. Em
represália, os nazistas arrasaram a aldeia de Lidice.Heydrich foi considerado o mais cruel dos
dirigentes nazistas.
Os próprios alemães lhe deram o título de “Der Henker”, o carrasco.
Postado por Mauro Santayana às 11:31
05/10/2009
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