
O presidente norte-americano, Barack Obama, conquistou o Prêmio Nobel da Paz nesta sexta-feira por dar ao mundo "esperança de um futuro melhor" com seus trabalhos para a paz e pedidos para redução do arsenal nuclear.
O Comitê do Nobel na Noruega elogiou Obama por "seus extraordinários esforços para fortalecer a cooperação internacional entre os povos".
O primeiro presidente negro de seu país, Obama pediu pelo desarmamento e trabalhou para restabelecer o processo de paz no Oriente Médio desde que assumiu o posto em janeiro.
"Muito raramente uma pessoa com a mesma amplitude de Obama capturou a atenção do mundo e deu ao seu povo a esperança de um futuro melhor", disse o comitê.
O comitê deu o prêmio a Obama menos de nove meses após ele assumir a Presidência. Apesar de estabelecer uma agenda internacional ambiciosa, ele ainda tem de conseguir avanços no Oriente Médio ou na questão do programa nuclear iraniano. Ele também enfrenta escolhas difíceis sobre a condução da guerra no Afeganistão.
No mês passado Obama presidiu uma reunião histórica no Conselho de Segurança da ONU, que aprovou por unanimidade uma resolução promovida pelos Estados Unidos pedindo aos países que detêm armas nucleares que fechem seus arsenais.
Obama é o terceiro membro importante do Partido Democrata dos Estados Unidos a vencer o prêmio nesta década depois do ex-vice-presidente Al Gore vencer em 2007 ao lado do painel climático da ONU e de Jimmy Carter vencer em 2002.
O prêmio de 10 milhões de coroas suecas (1,4 milhão de dólares) será entregue em Oslo em 10 de dezembro.
Presidente do Nobel justifica prêmio a Obama
Jagland chegou a citar a guerra do Afeganistão:
Thorbjorn Jagland e Barack Obama, pouco antes do norueguês se levantar para apresentar seu discurso na cerimônia de entrega do Nobel da Paz
Em seu discurso na cerimônia de entrega do prêmio Nobel da Paz ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, o presidente do Comitê do Nobel, Thorbjorn Jagland, justificou a entrega do prêmio ao governante e citou “conflitos mundiais”, além de fazer referência específica à guerra no Afeganistão.
O presidente do comitê disse, sobre o Afeganistão, que os EUA deixaram claros que apenas os afegãos podem resolver o problema de seus países.
Jagland comentou vários aspectos da política de Obama, disse que ele está fazendo o possível para fechar Guantánamo, destacou os esforços em condenar a tortura e a aproximação dos EUA com a ONU (Organização das Nações Unidas).
Ele também disse que, com Obama, a ONU se colocou em bloco contra as armas nucleares. Jagland também citou as negociações entre EUA e Rússia para desmantelar seus arsenais nucleares. O norueguês foi enfático ao falar da defesa do Tratado de Não Proliferação Nuclear, e de que com a administração de Obama ficou claro que ele não pode ser desrespeitado.
Jagland disse que os EUA intensificaram as negociações com o Irã e destacou a vontade de Obama de chegar a um acordo, ou ao menos de tentar, com o país do Oriente Médio.
- Os Estados Unidos prometem criar amigos, mais do que gerar inimigos.
O presidente do comitê também comentou o aquecimento global, que está no centro das discussões políticas mundiais neste período devido à cúpula de Copenhague. Jagland deu mérito à diplomacia de Obama por aproximar a China deste gênero de iniciativa.
Desta forma, Jagland respondeu as principais críticas que pesam sob a escolha de Obama para receber o prêmio deste ano. O norueguês ainda chamou a política externa de Obama de extraordinária e destacou que o peso do presidente dos EUA não se limita a seu país.
Jagland também voltou a destacar que o Nobel a Obama também é para alguém que fomenta expectativas de muito o que fazer. Ele citou alguns dos nomes já premiados pela academia, como o dalai-lama, Lech Walessa, entre outros.
No final, Jagland, citou Martin Luther King Jr., quando o líder negro americano disse que o um homem vale mais do que a cor de sua pele, em uma clara alusão ao fato de que Obama se tornou o primeiro presidente negro dos Estados Unidos ao assumir o governo em 20 de janeiro deste ano.
O presidente do comitê não deixou de lembrar também os esforços dos EUA na Segunda Guerra Mundial (1939-1945) e criticou aqueles que pensam que prêmios devem ser dados a apenas a quem obteve resultados fechados.
Jagland lembrou o discurso de Obama em Berlim em julho de 2008, quando ainda era candidato à Presidência dos Estados Unidos, no qual ele disse que todos os muros precisam ser derrubados. Para Jagland, neste momento, Obama já expressou o espírito do prêmio Nobel.
O Comitê do Nobel na Noruega elogiou Obama por "seus extraordinários esforços para fortalecer a cooperação internacional entre os povos".
O primeiro presidente negro de seu país, Obama pediu pelo desarmamento e trabalhou para restabelecer o processo de paz no Oriente Médio desde que assumiu o posto em janeiro.
"Muito raramente uma pessoa com a mesma amplitude de Obama capturou a atenção do mundo e deu ao seu povo a esperança de um futuro melhor", disse o comitê.
O comitê deu o prêmio a Obama menos de nove meses após ele assumir a Presidência. Apesar de estabelecer uma agenda internacional ambiciosa, ele ainda tem de conseguir avanços no Oriente Médio ou na questão do programa nuclear iraniano. Ele também enfrenta escolhas difíceis sobre a condução da guerra no Afeganistão.
No mês passado Obama presidiu uma reunião histórica no Conselho de Segurança da ONU, que aprovou por unanimidade uma resolução promovida pelos Estados Unidos pedindo aos países que detêm armas nucleares que fechem seus arsenais.
Obama é o terceiro membro importante do Partido Democrata dos Estados Unidos a vencer o prêmio nesta década depois do ex-vice-presidente Al Gore vencer em 2007 ao lado do painel climático da ONU e de Jimmy Carter vencer em 2002.
O prêmio de 10 milhões de coroas suecas (1,4 milhão de dólares) será entregue em Oslo em 10 de dezembro.
Presidente do Nobel justifica prêmio a Obama
Jagland chegou a citar a guerra do Afeganistão:
Thorbjorn Jagland e Barack Obama, pouco antes do norueguês se levantar para apresentar seu discurso na cerimônia de entrega do Nobel da Paz
Em seu discurso na cerimônia de entrega do prêmio Nobel da Paz ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, o presidente do Comitê do Nobel, Thorbjorn Jagland, justificou a entrega do prêmio ao governante e citou “conflitos mundiais”, além de fazer referência específica à guerra no Afeganistão.
O presidente do comitê disse, sobre o Afeganistão, que os EUA deixaram claros que apenas os afegãos podem resolver o problema de seus países.
Jagland comentou vários aspectos da política de Obama, disse que ele está fazendo o possível para fechar Guantánamo, destacou os esforços em condenar a tortura e a aproximação dos EUA com a ONU (Organização das Nações Unidas).
Ele também disse que, com Obama, a ONU se colocou em bloco contra as armas nucleares. Jagland também citou as negociações entre EUA e Rússia para desmantelar seus arsenais nucleares. O norueguês foi enfático ao falar da defesa do Tratado de Não Proliferação Nuclear, e de que com a administração de Obama ficou claro que ele não pode ser desrespeitado.
Jagland disse que os EUA intensificaram as negociações com o Irã e destacou a vontade de Obama de chegar a um acordo, ou ao menos de tentar, com o país do Oriente Médio.
- Os Estados Unidos prometem criar amigos, mais do que gerar inimigos.
O presidente do comitê também comentou o aquecimento global, que está no centro das discussões políticas mundiais neste período devido à cúpula de Copenhague. Jagland deu mérito à diplomacia de Obama por aproximar a China deste gênero de iniciativa.
Desta forma, Jagland respondeu as principais críticas que pesam sob a escolha de Obama para receber o prêmio deste ano. O norueguês ainda chamou a política externa de Obama de extraordinária e destacou que o peso do presidente dos EUA não se limita a seu país.
Jagland também voltou a destacar que o Nobel a Obama também é para alguém que fomenta expectativas de muito o que fazer. Ele citou alguns dos nomes já premiados pela academia, como o dalai-lama, Lech Walessa, entre outros.
No final, Jagland, citou Martin Luther King Jr., quando o líder negro americano disse que o um homem vale mais do que a cor de sua pele, em uma clara alusão ao fato de que Obama se tornou o primeiro presidente negro dos Estados Unidos ao assumir o governo em 20 de janeiro deste ano.
O presidente do comitê não deixou de lembrar também os esforços dos EUA na Segunda Guerra Mundial (1939-1945) e criticou aqueles que pensam que prêmios devem ser dados a apenas a quem obteve resultados fechados.
Jagland lembrou o discurso de Obama em Berlim em julho de 2008, quando ainda era candidato à Presidência dos Estados Unidos, no qual ele disse que todos os muros precisam ser derrubados. Para Jagland, neste momento, Obama já expressou o espírito do prêmio Nobel.
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