Hoje eu quero a loucura dos que amam.
Quero soltar as amarras do meu coração.
E deixar que minha luz e meu ser
Envolvam quem se aproximar.
Hoje eu quero a loucura das crianças
que, inocentes, compartilham seus corpos
com o mundo e
são irresponsáveis o suficiente
para se entregarem completamente
à dança da vida.
Quero também a loucura das flores,
exalando perfume e aceitando o risco
de se abrirem totalmente,
mesmo sabendo de sua curta existência
no encontro com o vento.
Quero o desequilíbrio do inesperado,
A instabilidade dos mares,
A imprudência dos raios,
A gritaria incontrolável dos pássaros.
Quero estar absolutamente vulnerável ao amor,
Ao prazer e a dor,
Aos encontros e separações,
Ao afeto e ao abandono,
Ao planejado e aos “de repente”.
Hoje eu quero a fragilidade das plantas tenras
No meio da tempestade,
De uma vela acesa,
Que se consome com seu proprio ardor
De uma cigarra que morre cantando
Hoje eu só quero um compromisso:
O de não me comprometer
com a sanidade do que "pensam"
para viverem depois.
Quero estar disponível e louco.
Para ser vivido pela vida
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
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