quinta-feira, 19 de novembro de 2009

HOJE...

Hoje eu quero a loucura dos que amam.

Quero soltar as amarras do meu coração.

E deixar que minha luz e meu ser

Envolvam quem se aproximar.


Hoje eu quero a loucura das crianças

que, inocentes, compartilham seus corpos

com o mundo e

são irresponsáveis o suficiente

para se entregarem completamente

à dança da vida.


Quero também a loucura das flores,

exalando perfume e aceitando o risco

de se abrirem totalmente,

mesmo sabendo de sua curta existência

no encontro com o vento.


Quero o desequilíbrio do inesperado,

A instabilidade dos mares,

A imprudência dos raios,

A gritaria incontrolável dos pássaros.


Quero estar absolutamente vulnerável ao amor,

Ao prazer e a dor,

Aos encontros e separações,

Ao afeto e ao abandono,

Ao planejado e aos “de repente”.


Hoje eu quero a fragilidade das plantas tenras

No meio da tempestade,

De uma vela acesa,

Que se consome com seu proprio ardor

De uma cigarra que morre cantando



Hoje eu só quero um compromisso:

O de não me comprometer

com a sanidade do que "pensam"

para viverem depois.


Quero estar disponível e louco.

Para ser vivido pela vida

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