terça-feira, 29 de dezembro de 2009

RESTA SALVAR O PLANETA DO JULGAMENTO DA HISTÓRIA


O ano de 2010 passa a ser crucial para que se alcance um acordo global de clima para manter o aquecimento do planeta abaixo dos 2oC.

O mundo esperava de Copenhague um acordo justo, ambicioso e com força de lei, para que pudesse começar a ser implementado imediatamente. Para o WWF-Brasil, saímos de lá sem nada disso. O acordo de Copenhague não é ambicioso e nem legalmente vinculante.
Após o enorme fiasco, o WWF-Brasil espera, para 2010, um processo claro e transparente de consulta a todas as partes envolvidas, de forma as discussões evoluam e se possa dar a resposta que a ciência indica como necessária para manter o aquecimento global em 2oC, como a sociedade espera de seus líderes.

Somente assim será possível salvar o processo multilateral de um julgamento completamente negativo pelos povos de todo o mundo. Para isto, é necessário que todos queiram chegar a um acordo, mas, por enquanto, sequer isto está assegurado.

E não houve falta de tempo. Mas, sim, de vontade política e mandato claro aos negociadores para se chegar a um acordo. Para o WWF-Brasil, o fim melancólico da Conferência representa uma imensa oportunidade desperdiçada, após quatro anos de conversas iniciadas a partir da COP-11, que criou os grupos de trabalho sobre diálogo de longo prazo, no âmbito da Convenção, e sobre o diálogo de novas metas para os países do Anexo I, no âmbito do Protocolo de Quioto.

Desperdiçaram-se, ainda, dois anos de negociação com mandato claro, ou Plano de Ação de Bali – acordado em 2007 na COP-13. Este plano definia um mandato de negociação sobre diferentes temas. No âmbito do Protocolo de Quioto, metas para os países desenvolvidos no pós-2012. Para a Convenção, uma visão compartilhada, meta para os países do Anexo I não signatários de Quioto (Estados Unidos), ações para países em desenvolvimento, financiamento de mitigação e adaptação nos países em desenvolvimento, capacitação, transferência de tecnologia REDD etc.
Acordo pífio -- Ao final, redigiu-se um acordo de última hora, discutido às pressas, apenas para tentar salvar uma reunião que reuniu mais de 100 chefes de estado de uma situação, no mínimo, muito embaraçosa. O acordo redigido foi pífio, sem apoio de todos os países e a franca oposição de alguns, o que impede que o documento seja transformado em decisão efetiva da Conferência e que, portanto, possa ser implementado seguindo as regras da própria Convenção.

Num dos poucos e ainda tímidos avanços observados durante a Conferência – a definição de recursos para investimento de curto prazo e a indicação de recursos de US$ 100 bilhões até 2020 –, faltou clareza sobre quem contribui, com quanto, fontes de recursos e metas.
Quanto ao Brasil, o contundente discurso do presidente Lula no dia 18 da Conferência não foi suficiente para liderar rumo a um acordo robusto nem quebrar a oposição de muitos países que parecem não querer chegar a lugar algum.

O olhar no amanhã -- Na opinião do WWF-Brasil, todos os países têm o dever de trazer o diálogo de clima de volta aos trilhos da responsabilidade.

Hoje, o futuro do clima do Planeta não está livre das conseqüências mais severas das mudanças climáticas.

Milhares de pessoas estão expostas às consequências do aquecimento global, milhares perdem suas casas, seus bens e até mesmo suas vidas a cada ano, em consequência de secas, tempestades, enchentes. Na COP-15, ninguém pode dizer que fez o suficiente. Nem mesmo o Brasil.

Em 2010, será inaceitável um novo fracasso. É preciso um processo claro, transparente de diálogo e consultas ao longo do ano no âmbito da Convenção. E com a meta de chegarmos à COP-16 com um acordo detalhado e muito avançado para referendo na Conferência.

Não vamos conseguir reverter o julgamento negativo sobre os líderes mundiais na COP-15.

Mas temos a chance de tomar as medidas necessárias para dar a resposta que nosso Planeta precisa.


FAÇA NOVO O TEU ANO - Frei Betto

Neste ano-novo, faça-te novo, reduzas a tua ansiedade, cultivas flores no canteiro da alma, regues de ternura teus sentimentos mais profundos, imprimas a teus passos o ritmo das tartarugas e a leveza das garças.

Não te mires nos outros; a inveja é um cancro que mina a auto-estima, fomenta a revolta e abre, no centro do coração, o buraco no qual se precipita o próprio invejoso.

Mira-te em ti mesmo, assumas teus talentos, acredites em tua criatividade, abrace com amor tua singularidade.

Evitas, porém, o olhar narciso.

Sejas solidário; aos estender aos outros as tuas mãos estarás oxigenando a própria vida. Não seja refém de teu egoísmo.

Cuida-te da língua. Não professes difamações e injúrias. O ódio destrói quem odeia, não o odiado.

Troque a maledicência pela benevolência.

Comprometa-te a expressar ao menos cinco elogios por dia. Tua saúde espiritual agradecerá.

Não desperdices tua existência hipnotizado pela TV ou navegando aleatoriamente pela internet, naufragado no turbilhão de imagens e informações que não consegues transformar em síntese cognitiva.

Não deixes que a espetacularização da mídia anule tua capacidade de sonhar e te transforme em consumista compulsivo.

A publicidade sugere felicidade e, no entanto, nada oferece senão prazeres momentâneos.

Centra tua vida em bens infinitos, nunca nos finitos.

Leia muito, reflitas, ouse buscar o silêncio neste mundo ruidoso. Lá encontrarás a ti mesmo e, com certeza, um Outro que vive em ti e quase nunca é escutado.

Cuida da saúde, mas sem a obsessão dos anoréticos e a compulsão dos que devoram alimentos com os olhos.

Caminhas, pratiques exercícios aeróbicos, sem descuidar de acarinhar tuas rugas e não temer as marcas do tempo em teu corpo.

Freqüentes também uma academia de malhar o espírito. E passe nele os cremes revitalizadores da generosidade e da compaixão.

Não dês importância ao que é fugaz, nem confundas o urgente com o prioritário.

Não te deixes guiar pelos modismos. Faças como Sócrates, observe quantas coisas são oferecidas nas lojas que tu não precisas para ser feliz.

Jamais deixes passar um dia sem um momento de oração. Se não tens fé, mergulha-te em tua vida interior, ainda que por apenas cinco minutos.

Não te deixes desiludir pelo mundo que o cerca. Assim o fizeram seres semelhantes a nós.

Saibas que és chamado a transformá-lo.

Se tens nojo da política, receberas a gratidão dos políticos que a enojam. Se és indiferente, agradecerão os que a ela se apegam. Se reages e atuas, haverão de temer-te, porém a democracia se fará mais participativa.

Arranque de tua mente todos os preconceitos e, de tuas atitudes, todas as discriminações. Sê tolerante, coloca-te no lugar do outro. Todo ser humano é o centro do Universo e morada viva de Deus. Antes, indagues a ti mesmo por que provocas em outrem antipatia, rejeição, desgosto.

Reveste-te de alegria e descontração.

A vida é breve e, de definitivo, só conhece a morte.

Faça algo para preservar o meio ambiente, despoluir o ar e a água, reduzir o aquecimento global.

Não utilizes material não-biodegradável.

Trate a natureza como aquilo que ela é de fato: tua mãe. Dela viestes e a ela voltarás; hoje, vives do beijo que lhe dá continuamente na boca: ela te nutre de oxigênio e alimentos.

Guarde um espaço em teu dia-a-dia para conectar-te com o Transcendente.

Deixas que Deus acampe em tua subjetividade.

Aprendas a fechar os olhos para ver melhor.

Feliz 2010!

A MELHOR FOTO DO ANO


"A VERDADEIRA SOLIDARIEDADE COMEÇA ONDE
NÃO SE ESPERA NADA EM TROCA"
Saint - Exupery

BRASILEIRO , PROFISSÃO ESPERANÇA

"Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias,

a que se deu o nome de ano,

foi um individuo genial.

Industrializou a esperança,

f azendo-a funcionar no limite da exaustão.

Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar

e entregar os pontos.

Aí entra o milagre da renovação

e tudo começa outra vez,

com outro número e outra vontade de acreditar

que daqui para diante vai ser diferente...”

(Carlos Drummond de Andrade)

Neste novo ano, esperamos que os amigos sejam mais cúmplices, os

amores mais sinceros, os políticos menos corruptos,

as pessoas menos agressivas

e que a arte esteja mais presente na vida de cada um.

Com nosso carinho,


ELENCO E EQUIPE DE “BRASILEIRO, PROFISSÃO ESPERANÇA” E DO

TEATRO DA CIDADE.


segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

O CAMPO DE ABACAXIS

PERHAPS LOVE John Denver e Placido Domingo

"FLASMOB" ANIMA PASSAGEIROS NO AEROPORTO DE LISBOA

"

Ao som de Mariah Carey e samba, dançarinos surpreenderam quem esperava pelo embarque na ante-véspera de Natal, no Aeroporto de Lisboa. Veja o mini-flashmob.


Foi no passado dia 23 de Dezembro, ou seja, na ante-véspera de Natal, que um grupo de dançarinos surpreendeu os passageiros que aguardavam voo no Aeroporto de Lisboa com um espectáculo sem aviso, ao jeito dos "flashmobs" que se vão realizando, actualmente, um pouco por todo o mundo.

Ao som de Mariah Carey ou de samba, os protagonistas conseguiram convencer alguns passageiros mais expeditos a juntarem-se à dança. Veja aqui o vídeo:


O MAIS DIFICIL É LEVANTAR DA CAMA

Diagnosticado com Parkinson há 19 anos, o ator Michael J. Fox criou uma fundação para pesquisar a doença e lança no Brasil o livro “Um Otimista Incorrigível” Fred R. Conrad/The New York Times

O ator canadense, que afirma encarar a doença como se fosse um presente .

Um homem de sorte. Por estranho que possa parecer, é assim que se define o ator canadense Michael J. Fox, 48, à Folha por telefone de seu escritório, em Nova York.Com Parkinson há 19 anos, ele fala enrolado e rápido, mas isso não chega a afetar seu raciocínio lógico.“Acho que ser diagnosticado com Parkinson foi um presente. As pessoas se assustam com essa afirmação. Digo que é um presente que sempre toma algo de você. Mas foi o que me deu a chance de fazer a diferença.”Ele explica que, se não fosse pela doença, não teria criado a Fundação Michael J. Fox, que financia pesquisadores a descobrir a cura para o Parkinson. Neste ano, a iniciativa arrecadou mais de US$ 20 milhões.Quando começa a entrevista, já passou o período mais crítico de seu dia: a hora de levantar. Ainda bem. A falta de medicação no seu organismo poderia causar uma perda de controle dos movimentos que impossibilitaria a conversa.

“Um Otimista Incorrigível” (R$ 29,90; 256 págs.), livro que lança no Brasil pela editora Planeta, também se inicia com o relato de uma manhã (veja trechos do livro ao lado).O momento de acordar é emblemático de como têm sido os últimos dez anos de sua vida. “Levantar da cama é a parte mais difícil do meu dia. Descubro logo que acordo como vai ser todo o resto do meu dia. Se acordo tremendo muito, já posso dizer que vai demorar para me ajustar”, conta.Atividades de que nem nos damos conta, como caminhar até o banheiro ou calçar os chinelos, são esforços que ele tem de completar antes de os remédios fazerem efeito.Há dias bons e outros nem tanto. “Vou levando dia a dia. Ao tomar os remédios, os sintomas diminuem e me sinto bem. Mas tenho de aceitar que isso não é natural. A medicação me dá uma falsa realidade. Gosto disso, mas não é como meu cérebro trabalha. Penso que é o que me ajuda a levar a vida e a agradecer pelo que tenho.”O título da edição brasileira perde a piada do original, “Always Looking Up” (sempre olhando para cima), em que ele faz piada de sua baixa estatura, mas mantém a aura positiva com que encara o Parkinson.É o segundo livro em que Fox trata de suas memórias, embora “Lucky Man” ainda não tenha sido lançado aqui. “Os dois livros tratam de como sua vida pode mudar de repente. Essa virada pode ser boa, mesmo que seja assustadora. Pode te ajudar a crescer.” O segredo.
Nem sempre as coisas foram assim, positivas, para Fox. Ele percebeu os primeiros sintomas em 1991, quando fazia “Uma Receita para o Amor”.

Sua mão tremia muito.Foi diagnosticado, mas demorou sete anos para divulgar a doença ao público. “Foi difícil assimilar tudo aquilo. Queria continuar trabalhando até quando pudesse sem que as pessoas ficassem pensando na doença. Então mantive segredo”, afirma.O Parkinson foi piorando e se tornando óbvio. “Quando você tem uma doença neurológica, chega um momento em que não dá mais para esconder. Já estava mais conformado. É algo que você tem de compreender que não é culpa sua, que não foi resultado de algo que você fez.”A resposta, segundo ele, “foi avassaladoramente encorajadora”. “Não é vergonha estar doente. Quando você aceita isso, consegue seguir adiante.”Fox afirma que muitas pessoas com Parkinson o procuraram depois disso, já que ele era um ídolo desde que explodiu no cinema, em 1985, com a primeira parte da trilogia “De Volta para o Futuro” e “O Garoto do Futuro”. “Virei uma espécie de porta-voz do Parkinson. Principalmente entre os jovens. É assustador aparecer a doença quando você está no auge.”Casado e com quatro filhos, ele também expõe no livro a decisão de abandonar a série “Spin City” (1996-2001). O ator conta que preferiu sair enquanto estava bem, mas que os últimos dias de gravação foram sofridos. Isso porque ele enfiou na cabeça que tinha de chegar ao centésimo episódio, o que o obrigou a emendar uma batelada de horas extras diante das câmeras e atrás delas, porque era responsável pela produção.

Superou as dificuldades e nunca abandonou de vez a televisão.

Desde 2004, tem feito participações especiais em seriados como “Scrubs” e o recente “Rescue Me”, em que interpretou um paraplégico. “Foi um desafio porque a doença me faz tremer muito, e ele tinha de ficar parado. Dwight era um cara terrível, sempre gritando e com raiva. Foi interessante, porque as pessoas sempre comentam como eu sou positivo e feliz. Visitei o lado negro.”Embora não sinta necessidade de estar nos holofotes, diz que volta a trabalhar “quando as condições forem boas”. “Embarquei em programas dos meus amigos. Eles sabem do que eu preciso, do tempo extra que eu levo para gravar e escrevem para mim. Faço quando acho que vai ser divertido.”Enquanto isso, vai levando o trabalho na fundação. Fox brinca que o sucesso da instituição está ligado ao fato de ele não estar à frente dela. “Só tive que ser esperto o suficiente para achar pessoas mais espertas que eu para administrá-la.”As pesquisas caminham bem, mas lentamente: “Normalmente descobrimos o que não funciona. Mas é um passo importante para eliminar as possibilidades e focar no que resolve.

”Em abril de 2010, lança “A Funny Thing Happened on the Way to the Future”, voltado para os adolescentes. “É engraçado eu dar conselhos aos colegiais, sendo que eu não terminei a escola. Mas você aprende de um jeito ou de outro.”Por exemplo, na decisão “mais difícil de sua vida”: parar de beber. Está sóbrio há 12 anos. O alcoolismo piorou muito quando descobriu o Parkinson. “O jeito que eu lidava com isso era bebendo”, diz ele. “Foi uma muralha que construí para não falar sobre o assunto. Mas foi difícil parar de fazer algo que parecia me proteger de alguma maneira, mesmo torta.”Mas não tem arrependimentos. “Claro que eu poderia ter feito as coisas de outro jeito. Mas minhas decisões ruins normalmente resultaram em algo bom. Se eu mudasse, minha vida seria outra e não troco esta por nada.

É uma bênção.

”É um otimista incorrigível".




Postado por Luis Favre
LÚCIA VALENTIM RODRIGUES – FOLHA SP DA REPORTAGEM LOCAL

NOVOS MOTIVOS PARA MALHAR MAIS




Estudos comprovam que a atividade física ajuda a proteger contra doenças como câncer e problemas renais
A atividade física regular — como a corrida — é uma ótima estratégia para receber dividendos em saúde.
É o que indicam quatro estudos e um editorial inéditos da revista “Archives of Internal Medicine”, uma das mais importantes da área médica. Um dos artigos mostra que o hábito de se exercitar está associado à maior proteção contra o câncer colorretal; outro diz que malhar é bom para os rins. Outros dois estudos da edição deste mês fazem referência ao controle do peso e à redução de mortalidade.
O médico Cláudio Gil Soares de Araújo, diretor-médico da Clinimex, Clínica de Medicina do Exercício, no Rio, analisou os estudos e diz que os autores observaram que o exercício reduz a chance de doentes com câncer colorretal terem metástases e as complicações ou perda da função renal em idosos, algo comum na velhice. Para o cardiologista, não há dúvida sobre os ganhos com a atividade física, porém a quantidade de exercício — e a sua intensidade — necessária para obter benefícios varia de acordo com a condição clínica que se pretende aprimorar ou tratar: — Por exemplo, para prevenir quedas e manter a saúde mental ou a dos ossos, apenas 20 minutos de caminhada cinco vezes por semana já produzem resultados. Para se proteger de doenças cardíacas e câncer, assim como para ganhar mais vantagens no controle e na redução do peso, é preciso, pelo menos, o dobro dessa atividade.
Gil explica que, geralmente, 150 minutos semanais de caminhada
passos rápidos ou 75 minutos semanais de corrida em ritmo leve proporcionam vários benefícios para a saúde entre quem tem 40 e 60 anos: — Também é possível mesclar duas sessões semanais de caminhadas e três corridas relativamente curtas na semana ou ainda caminhar e correr na mesma sessão.
Os autores lembram que os exercícios de musculação são tão importantes quanto o treino aeróbico: — Resultados ainda melhores foram obtidos com um tempo de exercício e intensidades maiores. Novos estudos devem dizer qual é a dose ideal de exercício para a saúde e as diversas condições clínicas — diz.

ATIVIDADE FÍSICA

Um forte elo entre exercícios e inteligência
Manter-se fisicamente ativo desde cedo é uma boa maneira de estimular a inteligência. Cientistas da Universidade de Gotemburgo, na Suécia, analisaram dados de um milhão de homens nascidos em 1950 a 1976, alistados no serviço militar do país aos 18 anos. A amostra incluiu 3.147 pares de gêmeos, dos quais 1.432 eram idênticos. Segundo os autores, aqueles com melhor capacidade cardiovascular apresentaram melhor desempenho em testes cognitivos e no rendimento acadêmico mais tarde.
Os dados sugerem que a promoção de atividades físicas como estratégia de saúde pública poderia maximizar desempenhos educacionais e prevenir doenças.
— Nosso estudo dá suporte científico para manter ou aumentar a prática de educação física nas escolas, além de evitar um estilo de vida sedentário — afirma Maria Aberg, na revista “Proceedings of the National Academy of Sciences”.
A aptidão física e a inteligência foram avaliadas no alistamento e relacionadas aos dados nacionais de rendimento escolar e ao nível socioeconômico mais tarde.
ANA LUCIA AZEVEDO (ala@oglobo.com.br) ANTÔNIO MARINHO (amarinho@oglobo.com.br) ROBERTA JANSEN (roberta.jansen@oglobo.com.br)
Postado por Luis Favre
http://www.gisdaprin.blogger.com.br/

SERRA E O EXTERMINADOR

LAUDO DO IPT APONTA FALHAS DE EXECUÇÃO EM OBRA DO RODOANEL QUE DESABOU


Secretaria Estadual dos Transportes divulgou relatório nesta segunda (28).

Vigas de viaduto desabaram sobre a Régis em 13 de novembro.

A Secretaria Estadual dos Transportes divulgou nesta segunda-feira (28) laudo do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) que aponta falhas na execução por parte das empresas Mendes Júnior, OAS e Carioca Engenharia na construção de um viaduto do Rodoanel Sul sobre a Rodovia Régis Bittencourt.

No dia 13 de novembro, três vigas de sustentação despencaram sobre carros que passavam pela estrada e deixaram três pessoas feridas. O viaduto tem 680 metros. Cada viga tinha 45 metros de comprimento e pesava 85 toneladas. Elas despencaram de uma altura de 20 metros, atingindo dois carros e um caminhão.

saiba mais


Motorista ferido em desabamento no Rodoanel tem alta de hospital

Peritos dizem que falta de trava nas vigas causou acidente no Rodoanel

Crea pretende vistoriar todas as vigas do Trecho Sul do Rodoanel

Procuradoria cobra explicações da Dersa sobre acidente no Rodoanel

‘Estou muito feliz’, diz motorista ferido em acidente no Rodoanel ao sair do hospital

Serra e 11 deputados receberam doações de 'consórcio' do Rodoanel, diz TSE

De acordo com o relatório, não foi feito um travamento adequado das vigas. Além disso, o atrito das vigas com as bases de apoio era insuficiente, segundo o documento. Por último, o estudo do IPT aponta uma “falta de horizontalidade das superfícies das bases de apoio”, como uma das causas para a queda das vigas, que, devido a estas falhas na execução, não resistiram a uma “força horizontal”, não explicada no documento. Segundo a secretaria, o instituto avaliou aspectos como a ocorrência de sismos (tremores de terras), ação de ventos e tempestades, qualidade dos materiais usados, protensão das vigas, seu dimensionamento e procedimentos de instalação. De acordo com o comunicado à imprensa da secretaria, “será feita a devida apuração das responsabilidades contratuais e funcionais pela prática do acidente, além da responsabilidade penal que é objeto de inquérito policial”. Além disso, a nota da secretaria afirma que “a apuração das responsabilidades contratuais e funcionais será realizada pela Dersa. A apuração das responsabilidades também será fiscalizada pela Corregedoria Geral da Administração. Identificados os responsáveis, as punições cabíveis serão aplicadas”.

Por meio de sua assessoria de imprensa, o consórcio de empreiteiras responsável pela construção do trecho Sul do rodoanel informou ao G1 que não irá se pronunciar sobre o assunto por não ter tido acesso ao laudo do IPT.




QUE GOVERNADOR PRECISA DE UM HELICÓPTERO DE US$ 10 MILHÕES E DE UM AVIÃO DE US$ 20 MILHÕES ?


Quem seria esse governador que precisa de uma Força Aérea ?

O Conversa Afiada recebeu e-mail de amigo navegante:
Um Governador de Estado de razoável notoriedade encomendou 2 aeronaves potentíssimas.

Uma é um helicóptero de 10 milhões de dólares, o EC-155
veja as fotos aqui

A outra seria um JATINHO de 20 milhões de dólares da Falcon, algo tipo o FALCON 900,
veja as imagens aqui

Viva o Brasil !
Paulo Henrique Amorim

O QUE ZÉ ALAGÃO FOI FAZER COM SCHWARZENEGGER EM COPENHAGUE


Na foto, o melhor amigo do Zé Alagão – eles se merecem

O encontro do Zé Alagão com o governador da Califórnia Arnold Schwarzenegger em Copenhague só mereceu destaque no PiG (*) provinciano – é o que me contam.

Sem mencionar Copenhague, o nome de Arnold apareceu na imprensa americana, nos últimos dias, por motivos que o qualificam, perfeitamente, para dialogar com o presidente eleito e, no momento, governador de São Paulo, Zé Alagão.

No dia do Natal, na CNBC, uma estação de cabo, da NBC, aparece Arnold como autor de uma obra que o dignifica.

Há duzentas mil – DUZENTAS MIL – crianças sem teto na Califórnia.

Crianças que dormem na rua, sem escola ou assistência médica.

São quase todos filhos de imigrantes ilegais, na maioria mexicanos.

Cujos pais, portanto, não votam.

Como não votam os nordestinos que moram em Paraisópolis ou na alagada Zona Leste.

No New York Times de 24 de dezembro, na página A12, há extensa reportagem sobre o esforço hercúleo que Arnold faz para não aplicar na Califórnia a reforma da saúde pública que Obama acaba de aprovar no Congresso.

A Califórnia, mostra o New York Times, é um estado falido, com um déficit projetado de US$ 20 bilhões.

E Arnold tenta fazer com que os velhinhos e os pobres imigrantes sejam excluídos da nova lei – o que acarretaria custos adicionais para o Estado da Califórnia.

Ou seja, é mais ou menos o que o Governo de São Paulo conseguiu.

Com a ajuda do virtuoso deputado Eduardo Cunha, do PMDB do Rio e da coalizão “Michel Temer para vice” – leia a capa da Carta Capital desta semana – Zé Alagão tratou de discriminar os velhinhos dos precatórios.

Arnold e Zé Alagão usaram Copenhague para esconder o déficit e o alagão.

Os semelhantes se atraem.

Paulo Henrique Amorim

Clique aqui para ver o diálogo de Zé Alagão e Schwarzenegger.

NY TIMES CONFIRMA: SEM EUA E CIA JANGO NÃO CAIRIA EM 64


O jornal New York Times publicou no dia 21 de dezembro, na página A29 ,

a notícia da morte de Lincoln Gordon.

Gordon foi embaixador dos Estados Unidos no Brasil e teve papel decisivo na intervenção militar que, em 1964, depôs João Goulart, o presidente eleito segundo a Constituição vigente (*).

Veja o que disse o necrológio do New York Times:

“O Presidente Goulart foi deposto num golpe militar de direita, em 1964.

Acusações de que o Dr. Gordon, seu staff (**) e a CIA se envolveram no golpe foram repetidamente negadas.”

“Mas, em 1976, quase uma década depois de deixar o cargo de embaixador, o Dr. Gordon admitiu que o Governo (Lyndon) Johnson estava preparado para intervir militarmente para evitar uma tomada do poder pela esquerda.”

Ou seja, nem o Dr Gordon seria capaz de acreditar no que dizem certos especialistas brasileiros.

Como se sabe, há uma corrente de historiadores, especialistas e jornalistas que se pensam historiadores que criaram a teoria de que a intervenção militar de 64 foi genuinamente brasileira.

Segundo essa iluminada corrente de pensamento – ressurrecta no golpe contra Zelaya em Honduras -, foi o povo brasileiro que se cansou do petebo-anarquismo-sindicalismo-comunismo que Jango instalou no poder.

O povo brasileiro, reunido em legiões de proletários, trabalhadores rurais, professores, profissionais liberais, multidões se reuniam no IBAD, no IPES e na casa do Dr Galotti, presidente da Light, e provocaram a queda de Jango. (***)

Na verdade, a intervenção militar no Brasil se deu no quadro da Guerra Fria.

Sem Gordon, a CIA e a Marinha de Lyndon Johnson, aquelas reuniões no IBAD seriam uma espécie de assembléia ampliada do “Cansei”.
Sem Lyndon Johnson, o general Golbery seria um estrategista tão genial quanto o Rodrigo Maia.


É o que demonstra o New York Times.

Paulo Henrique Amorim

Em tempo: O Conversa Afiada reproduz o comentário da amiga navegante Santa Maria:


Para os historiadores que você menciona PHA:

http://www.gwu.edu/~nsarchiv/NSAEBB/NSAEBB118/

Áudio das conversas do presidente Jonhson e também do embaixador Gordon. Também pdfs de documentos trocados por ambos e pela CIA.

(*) Sobre a suspeita de que Jango tenha sido assassinado no exílio,

leia a excelente coluna “Rosa dos Ventos”, de Mauricio Dias, na Carta Capital desta semana,

que trata das mortes de Jango e de Eduardo Frei, no Chile.

(**) O adido militar de Gordon era Vernon Walters, notório agente da CIA.

(***) Sobre o que significam essas siglas e sua participação na conspiração contra Jango,
leia aqui.


KATHARINA

www.katharina.com.br


Boa viagem !
Suas passagens de volta para casa estão garantidas....

ABC's for life

Abraço

Ação de Graças

Adivinhe!

Amigo

Amizade

Aniversário Dino

Aniversário pedido

Be Happy

Bouquet de flores


Busco um amigo

Conversa com Jesus

Crianças

Crianças ecologia

Crianças aprendem


Deus está falando...

Dia dos Pais 01

Dia dos Pais 02

Dia dos Pais 03

Dia dos Pais 04

Diálogo com Deus

Estrela, estrelinha...


Hug & kisses

Já recebeu flores hoje?

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Mãe

Mãe avó

Mãe esposa

Mãe sentimento

O mundo chorou...

Oi!

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O que é uma irmã...

Paixão

Palavras importantes

Pegadas na areia

Professor

Professor errado

Quebra cabeças

Que será, será!...

Retalhos

Riscos

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Se eu tivesse 3 desejos...

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e o

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Essa página é constantemente atualizada.

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Endereço alternativo para:

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Atualizado maio 07, 2005.






FELIZ 2010

Dentro de alguns dias, Novo Ano chegará a esta estação.

Se não puder ser o maquinista, seja o seu mais divertido passageiro.

Procure um lugar próximo à janela, desfrute cada uma das paisagens que o tempo lhe oferecer, com o prazer de quem realiza a primeira viagem.

Não se assuste com os abismos, nem com as curvas que não lhe deixam ver os caminhos que estão por vir.

Procure curtir a viagem da vida, observando cada arbusto, cada riacho, beirais de estrada e tons mutantes de paisagem.

Desdobre o mapa e planeje roteiros.

Preste atenção em cada ponto de parada, e fique atento ao apito da partida.

E quando decidir descer na estação onde a esperança lhe acenou, não hesite.

Desembarque nela os seus sonhos...

Desejo que a sua viagem pelos dias do próximo ano seja de

PRIMEIRA CLASSE!

Um Ano Novo com Saúde e Paz!

VOCÊ E O NATAL Lígia Ferreira Galery

E aí, o que vai ser este ano?
Vai passar mais um natal
Cheio de festas, presentes,
E alegrias passageiras?

Pois é isso que o mundo tem pra dar.
Momentos de alegria,
Instantes de felicidade,
Segundos de amizade.

Se for isso que procura,
Então você está no caminho certo.
Mas abra bem os olhos,
Pois esse tempo tem um final.

Esse final é uma parede.
Horas de tristezas,
Meses de vazio,
Anos de solidão.

É isso que você quer pra sua vida?
Ou você deseja o verdadeiro natal?
Se for a segunda opção,
Deixe Cristo entrar em seu coração.

Pois com Ele você terá
Alegria permanente.
O vazio será preenchido
E a solidão desaparecerá.

Terá a amizade verdadeira,
E o amor não será passageiro.
É só deixá-Lo nascer no seu natal
E você terá para sempre O amigo leal.

Publicado no Boletm Informativo Semanal da Igreja Batista do Barro Preto , 27 de dezembro de 2009 , numero 52

http://www.ibbp.org.br/




NY TIMES CONFIRMA: SEM EUA E CIA JANGO NÃO CAIRIA EM 64

O jornal New York Times publicou no dia 21 de dezembro, na página A29 ,

a notícia da morte de Lincoln Gordon.

Gordon foi embaixador dos Estados Unidos no Brasil e teve papel decisivo na intervenção militar que, em 1964, depôs João Goulart, o presidente eleito segundo a Constituição vigente (*).
Veja o que disse o necrológio do New York Times:
“O Presidente Goulart foi deposto num golpe militar de direita, em 1964. Acusações de que o Dr. Gordon, seu staff (**) e a CIA se envolveram no golpe foram repetidamente negadas.”
“Mas, em 1976, quase uma década depois de deixar o cargo de embaixador, o Dr. Gordon admitiu que o Governo (Lyndon) Johnson estava preparado para intervir militarmente para evitar uma tomada do poder pela esquerda.”
Ou seja, nem o Dr Gordon seria capaz de acreditar no que dizem certos especialistas brasileiros.
Como se sabe, há uma corrente de historiadores, especialistas e jornalistas que se pensam historiadores que criaram a teoria de que a intervenção militar de 64 foi genuinamente brasileira.
Segundo essa iluminada corrente de pensamento – ressurrecta no golpe contra Zelaya em Honduras -, foi o povo brasileiro que se cansou do petebo-anarquismo-sindicalismo-comunismo que Jango instalou no poder.
O povo brasileiro, reunido em legiões de proletários, trabalhadores rurais, professores, profissionais liberais, multidões se reuniam no IBAD, no IPES e na casa do Dr Galotti, presidente da Light, e provocaram a queda de Jango. (***)
Na verdade, a intervenção militar no Brasil se deu no quadro da Guerra Fria.
Sem Gordon, a CIA e a Marinha de Lyndon Johnson, aquelas reuniões no IBAD seriam uma espécie de assembléia ampliada do “Cansei”.
Sem Lyndon Johnson, o general Golbery seria um estrategista tão genial quanto o Rodrigo Maia.
É o que demonstra o New York Times.




(*) Sobre a suspeita de que Jango tenha sido assassinado no exílio,

leia a excelente coluna “Rosa dos Ventos”, de Mauricio Dias, na Carta Capital desta semana,

que trata das mortes de Jango e de Eduardo Frei, no Chile.

(**) O adido militar de Gordon era Vernon Walters, notório agente da CIA.

(***) Sobre o que significam essas siglas e sua participação na conspiração contra Jango,
leia aqui.





Paulo Henrique Amorim






E ASSIM, MAIS UM ANO CHEGA AO FIM...


IMPRENSA ( PIG ) x INTERNET / REDES SOCIAIS

MONTEIRO LOBATO previu em seu livro editado em 1926 na 1ª edição “ O CHOQUE “ depois nas outras edições “ O PRESIDENTE NEGRO “ a queda da grande imprensa ( PIG ) com a grande descoberta INTERNET E SUAS REDES SOCIAIS ( Radiotransporte ) motivo porque hoje querem cortar o acesso ao povo!!! Na pagina 118 deste livro ele escreve ..... .... naquela data de 1926:“ – Sim, mas jornais nada relembrativos dos de hoje. Eram radiados e impressos em caracteres luminosos num quadro mural existente em todas as casas.- E os cegos?- O cego ficou para trás. Cegueira, mudez, surdez, estupidez, tudo isso não passava de reminiscências de um tempo de que os homens sorriam com piedade.O rádio que temos hoje é um ponto de partida. Vale como valem para a eletricidade moderna as primeiras experiências de Volta. Descobriram-se novas ondas, e o transporte da palavra, do som e da imagem, do perfume e das finas sensações táteis passou a ser por intermédio delas. A conseqüência lógica foi uma transformação da vida. Pelo sistema atual vai o homem para o serviço, para o teatro, para o concerto – um ir-e-vir que constitui um enorme desperdício de energia e é o criador dos milhões de veículos atravancadores do espaço, bondes, autos, bicicletas, trens, aviões e outros. Com a fecunda descoberta das ondas hertzianas e afins, e sua conseqüente escravização aos interesses do homem, o ir-e-vir forçado se reduziu à escala mínima. O serviço, o teatro, o concerto é que passaram a vir ao encontro do homem. Foi espantosa a transformação das condições do mundo quando a maior parte das tarefas industriais e comerciais começou a ser feita de longe pelo radiotransporte. Para dar uma idéia do que isso representava de economia de esforço e tempo, basta vermos o que o jornal de Miss Elvin. Pelo sistema atual, o colaborador ou escreve em casa o seu tópico ou vai escrevê-lo na redação; depois de escrito, passa ao compositor; este compõe e passa-o ao formista; este o enforma e passa-o ao tirador de provas; este tira as provas e manda-o ao revisor; este o revê e envia-o ao corretor; este faz as emendas e... e a coisa não acaba mais! É uma cadeia de incontáveis elos, isto dentro das oficinas, pois que o jornal na rua dá início à nova cadeia que desfecha no leitor – correio, agentes, entregadores, vendedores, o diabo.- Já estive numa oficina de jornal e sei o que é isso. Puro inferno...- Pois toda esta complicação desapareceu. Cada colaborador do Remember radiava de sua casa, numa certa hora, o seu artigo, e imediatamente suas idéias surgiam e impressas em caracteres luminosos na casa dos assinantes.- Que maravilha!...- Sim, não houve indústria que como a do jornal não sofresse a influência simplificadora do radiotransporte – e isso tirou ao viver quotidiano a sua velha feição de atropelo e tumulto.As ruas tornaram-se amáveis, limpas e muito mansas de tráfego. Por elas deslizavam ainda veículos, mas raros, como outrora nas velhas cidades provincianas de pouca vida comercial. O homem tomou gosto no andar a pé e perdeu os seus hábitos antigos de pressa. Verificou que a pressa é índice apenas de uma organização defeituosa e antinatural. A natureza não criou a pressa. Tudo nela é sossegado. Parece coisa muito evidente isto; no entanto foi a maior descoberta que fez o povo mais apressado do mundo...- Realmente! – exclamei, chocado pelo imprevisto daquele aspecto futuro. – eu que por assim dizer moro na rua, só com este quadro da rua futura já me estou assombrando com o horror da rua moderna. E, no entanto, se Miss Jane nada me revelasse continuaria a ter muito natural o tumulto de hoje....- O hábito não nos deixa ver os defeitos, e daí a vantagem de convulsões como a de Miss Elvin. O grande obstáculo ao progresso sempre foi o hábito, a idéia feita, a preguiça de constante exame do único problema material da vida – o transporte.- Único?- Sim, único. Tudo é transporte na vida, senhor Ayrton, e o tumulto de hoje vem imperfeições dos nossos sistemas de transporte. Tudo é transporte! A minha voz transporta idéias do meu cérebro para o seu. Esse livro que o senhor tem nas mãos é um sistema de transporte de i,pressões mentais. Que faz a firma Sá, Pato & Cia, senão transportar mercadorias de um lado para o outro, com o fim último de transportar para as burras dos sócios o dinheiro dos clientes? E que é o dinheiro senão um maravilhoso e engenhosíssimo meio de transporte?- Por isso são as moedas redondas.....- Rodinhas... O homem deu o primeiro grande passo em matéria de transporte com a invenção da roda. Mas ficou nisso. Repare que a nossa civilização industrial se cifra em desenvolver a roda e extrair dela todas as possibilidades. Daqui a séculos quando possível ao homem uma ampla visão do seu panorama histórico, todo este período que vem do albor da história até nós vai prolongar-se por muitas gerações receberá o nome de Era da Roda. Mas do ano 2200 em diante começará o seu declínio.......
PT Saudações.Chico13
Voto Dilma Presidente 13 em 2010



Postado por DANIEL PEARL às 12/28/2009

A ARTE ILUMINADA DA CLARICE MISTERIOSA


Benjamin Moser produz obra bem documentada, mas acaba reforçando mitologia em torno da vida e do ofício da ficcionista

Sensação atual no mundo das letras, a biografia de Clarice Lispector por Benjamin Moser é empenhada, extremamente documentada, extremamente anotada. Estamos falando de um texto de quase 800 páginas, que evolui dentro do melhor modelo do gênero, aquele que articula a vida e a obra do biografado, mais buscando compreender a vida através da obra do que o contrário, o que, neste caso, é uma homenagem prestada à literatura, e uma providência antirreducionista. O que não o impede de ser também uma imensa pesquisa de campo, que, aliás, nos revela um jovem brasilianista norte-americano em formação já bastante íntimo do Brasil. Capacitado assim para a incursão de certo fôlego que faz aos bastidores políticos e sociais recifenses e cariocas implicados em sua prospecção. E sem que esse plano de cultura seja o único perseguido, já que – sendo judeu como a sua musa -, o autor vai pôr insistentemente o dedo em algo que nós mesmos nunca havíamos tocado, pelo menos não seriamente: o judaísmo da escritora.
Daí o livro começar pelo antissemitismo russo, oferecendo um painel histórico ligeiro mas eficiente de um período que envolve pogroms, primeira guerra mundial, revolução bolchevique e a posição desamparada dos judeus no seio da primeira revolução comunista, que é tudo o que está na origem da saída dos Lispectors da Ucrânia, no início dos anos de 1920. E seguir fixado nas marcas que tudo isso só pode ter deixado em Clarice – que só agora descobrimos se chamava Chaia – mesmo que a caçula daquele pequeno comerciante que aportou em Pernambuco, em 1921, vindo com a família de albergues de refugiados na Romênia, para ganhar a vida como mascate na América do Sul, não fosse nascida quando a fuga começou. O que não a teria impedido de se lembrar de tudo, bem ao contrário.
Trata-se de uma bela contribuição aos estudos clariceanos, de que já não poderemos abrir mão, para o futuro. Também porque, como têm notado todas as reviews feitas nos Estados Unidos, desde o lançamento da versão original – que quase coincide com o da tradução brasileira por José Geraldo Couto, o que fala de operações de marketing bem orquestradas -, Clarice Lispector sempre esteve envolta em mistério. E agora temos essa ponte que se estabelece entre essa ferida original do “nome roubado” e a impenetrabilidade da autora. E essa mãe imigrante judia que está por trás de tudo, de que se descobre, nos registros mais fechados da família, finalmente devassados, que foi estuprada num daqueles fatídicos pogroms, o que a levaria a contrair sífilis, morrendo pouco depois da chegada ao Brasil. O que, entre outros horrores fantasmáticos, tinha tudo para ser introjetado como culpa.
Entretanto, o crítico que secunda o biógrafo é mediano. E nada impede este trabalho, bem mais interessante enquanto levantamento de fatos e só fatos, de cair na própria armadilha que denuncia: “No vácuo de informações floresceu toda uma mitologia.” Pois nada mais mitológico, mais bolha retórica, mais giro no vazio que esta fraseologia que prospera na introdução, desfazendo por um lado o que foi construído por outro: “Ela nunca perdeu inteiramente a esperança de ser vista como uma pessoa real”, “ficou mortificada quando Maria Bethânia se jogou aos seus pés exclamando: minha deusa!”, “num texto melancólico, descreve sua rebelião contra sua imagem”, “era uma outsider”…. É essa a inflexão. E é impossível ler essas linhas sem lembrar outras de Roland Barthes sobre a mistificação retorcida desse tipo de reconversão do artista inacessível à condição prosaica, que nada mais seria que uma hagiografia disfarçada, que desfruta do segredo do gênio, no momento mesmo em que ele é convidado a descer ao patamar do homem comum.
Participa dessa mesma construção do prestígio da estranheza a insistência do biógrafo na beleza de Clarice: “Os olhos de gata e seu olhar intenso, que ninguém conseguia suportar por muito tempo…”, “a irmã Tânia recordava que Clarice era espantosamente bonita”…. Ele quer lhe dar um physique du role, como se o escritor precisasse necessariamente de um, e João Cabral não fosse João Cabral, sendo externamente um perfeito funcionário do governo brasileiro. Mas a glamourização desumaniza, pela equiparação daquela máscara inquietante que todos conhecemos ao rosto da star. E parece explicar por que não há menção no livro à desfiguração final desse rosto, quando do episódio em que a escritora se deixa adormecer com o cigarro na boca, perdendo fisicamente a face.
Mas é o apelo ao judaísmo que mais incomoda. Não porque Moser nos lembre que Clarice se casou com um “gói”, num tempo em que ninguém na colônia ousaria fazê-lo. Nem porque ele é o primeiro a nos dizer o quanto ela era brasileira, e como brasileira, nordestina. Nem porque ele é o mais bem posicionado para saber quanto havia de irreligioso ou de laico naquela maneira da escritora de sentir-se insuportável no mundo. Mas porque o vínculo que não cansa de estabelecer entre a escritura de Clarice e este primeiro pertencimento, que lhe rende seu não-pertencimento, faz pouco do fato de que todo grande escritor habita um não-lugar. Ou de que toda literatura é de testemunho.
A resenhista de Clarice, para o Los Angeles Times escrevia, em julho passado, que Moser trata a bizarrice de Clarice “very gently”. É verdade. Já a resenhista do New York Times escrevia, em agosto passado, que, graças a Moser, se supera agora o culto da pessoa e o da feminista – este último é bem aquele que lhe abriu as portas do mundo francês – , e a escritora pode entrar no cânone literário. Não é completamente verdade.

Leda Tenório da Motta, professora da PUC-SP, é autora, entre outros, de Proust – A Violência Sutil do Riso (Perspectiva)

Clarice
Benjamin Moser
Cosac Naify
648 págs.,
R$ 79

Postado por Luis Favre

LIBERTA TV

UMA MORENA NO MÉDICO...


Uma jovem morena vai num consultório médico e reclama que todos os lugares do seu corpo doem quando ela os toca.

Impossível - diz o doutor, ' mostre-me como pode ser '.

Então, ela encosta seu próprio dedo no seu próprio ombro e grita agonizantemente.

Depois ela encosta em sua perna e grita.

Encosta em seu cotovelo e grita e assim por diante....

Qualquer lugar que ela se tocava, ela gritava.

O doutor perguntou:

Você não é morena natural não é?

Não, ela diz:

Na verdade eu sou loira!!!

Foi o que eu pensei!! - diz o doutor

Seu dedo está quebrado!!!

O REVERSO DA MÍDIA OU A ERA DA INSENSATEZ



PARA BOAS FESTAS SEM CONSUMISMO - CARTILHA

Manual

CCFC 2009

Para Boas Festas Sem Consumismo

CCFC


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CRIANÇA E CONSUMO - PUBLICAÇÕES

ARTIGOS

30/11/2009

Prevalência de sobrepeso e obesidade nas regiões Nordeste e Sudeste
Marcelo M. Abrantes, Joel A. Lamounier, Enrico A. Colosimo

Artigo elaborado no Jornal de Pediatria no qual se examina o aumento nos índices de sobrepeso e obesidade infantis nas regiões Nordeste e Sudeste, bem como as possíveis causas desta ocorrência.

Arquivo Relacionado

Prevalência de sobrepeso e obesidade no Nordeste e no Sudeste


30/11/2009
Obesidade na infância e adolescência - uma verdadeira epidemia - Mauro Fisberg e Cecília L. de Oliveira

Artigo publicado no endereço eletrônico da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO), no qual se constata o rápido aumento dos índices de obesidade e sobrepeso em crianças e adolescentes, bem como de incidência de doenças decorrentes de tais distúrbios.
Arquivo Relacionado

Obesidade na infância e adolescência - Uma verdadeira epidemia


23/10/2009

Valores Humanos e Festas Infantis - Thelma C. de Canhete
Uma reflexão sobre as festas infantis.

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Valores Humanos e Festas Infantis


22/10/2009

Comunicação de risco e comunicação publicitária de produtos saneantes -
Carla Daniela Rabelo Rodrigues

Este artigo discute a Comunicação de Risco no âmbito dos processos comunicacionais diante de um cenário social onde o número de acidentes com produtos saneantes domissanitários é elevado principalmente na infância. A publicidade, por sua vez, utiliza em seu discurso elementos que podem desconstruir a noção de risco associada a esta categoria de produtos.
Arquivo Relacionado

Comunicação de risco


14/10/2009

Tese aprovada em Congresso da ABMP - Isabella Machado Henriques
Durante o 22º Congresso da Associação Brasileira de Magistrados e Promotores de Justiça e Infância e da Juventude (ABMP) - que aconteceu de 9.4.2008 a 11.4.2008, em Florianópolis (SC) -, a equipe do Projeto Criança e Consumo, por meio de sua coordenadora, Isabella Machado Henriques, apresentou a tese de que a publicidade dirigida a crianças é proibida pela legislação pátria. Na ocasião, promotores e magistrados aprovaram por maioria o documento que foi encaminhado ao Conselho Técnico Científico da ABMP.

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Tese aprovada em Congresso da ABMP


08/10/2009

A Proibição Legal da Publicidade Dirigida à Criança No Brasil
Pedro Affonso Duarte Hartung

Este artigo procura defender a tese de que a publicidade dirigida à criança é proibida no Brasil por uma análise sistemática da Constituição Federal, do Estatuto da Criança e do Adolescente, da Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança e do Código de Defesa do Consumidor. Pretende-se demonstrar que inúmeras pesquisas no âmbito do desenvolvimento infantil concluíram que a criança é um indivíduo incapaz de entender a publicidade como tal, possibilitando a interpretação de que a comunicação come
Arquivo Relacionado

A Proibição Legal da Publicidade Dirigida à Criança No Brasil


28/08/2009

O impacto da primeira infância na compreensão do mundo
João Augusto Figueiró

Neste artigo, João Augusto Figueiró, do Instituto Zero a Seis, trata da importância da proteção da primeira infância para a boa formação da sociedade.


26/06/2009

Encurtar a infância é o fim do mundo!
Maria Helena Masquetti

Maria Helena Masquetti, ex-publicitária e psicóloga do projeto Criança e Consumo faz uma analogia entre o filme "História Sem Fim 2" e o encurtamento da infância decorrente da superestimulação das crianças à compulsão por comprar.

26/06/2009

Propaganda de Medicamentos - José Afonso da Silva, Fábio Konder Comparatto, Dalmo Dallari e outros.

Nota emitida por renomados professores e pesquisadores do Direito sobre a legalidade da Resolução 96/2008 da ANVISA.

19/06/2009

Criança, consumo e cidadania: uma equação possível? -

Solange Jobim e Souza

O artigo trata da influência da cultura de consumo na forma das relações sociais atuais, bem como dos efeitos desse fenômeno no processo de socialização das crianças

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PRESENTE PARA CRIANÇAS: COMPRE COM MODERAÇÃO


Poucos anos de vida e dezenas, centenas de presentes. Falta espaço em casa até para guardar os mimos oferecidos por pais e familiares às crianças. Se antigamente para se ter nas mãos a boneca dos sonhos ou o carrinho mais moderno os pequenos precisavam esperar o aniversário ou o Natal, hoje os brinquedos são comprados compulsivamente, na tentativa dos pais de agradar aos filhos a qualquer custo. Custo que no fim do mês chega na conta e pode deixar toda a família num aperto financeiro. Mas não são as crianças as vilãs dessa história. Ao contrário, elas costumam ser as grandes vítimas do consumo exagerado. É o que pensa a psicóloga e consultora educacional Rosely Sayão que, num artigo recente, lembra que a meninada está “mais sujeita ao imperativo do ter, já que ainda não consegue avaliar criticamente as demandas nela introduzidas”.Saiba mais...

Pais aproveitam compras de Natal para educação financeira dos filhos


Obsessão de adolescentes endivida os pais

Em contato com a publicidade ostensiva e tendo como lazer visitas a shoppings, as crianças estão expostas a diversas opções de consumo e passam a listar objetos que elas garantem querer por merecimento, reproduzindo o discurso de um adulto. A psicóloga Lais Fontenelle Pereira, coordenadora de educação e pesquisa do projeto Criança e Consumo, do Instituto Alana, alerta que os presentes oferecidos a todo tempo perdem seu sentido original, que é o de causar surpresa e encantamento. “O presente não pode ser algo trivial. Os pais não precisam de datas para homenagear os filhos, mas quando fazem isso constantemente tiram deles o sentimento do inesperado”, comenta. Qual foi seu último presente?A psicóloga Rosely Sayão afirma que, para grande parte das crianças da classe média, a noção do presente perdeu totalmente o valor. A consultora educacional vai além e sentencia: “Elas ganham tantas coisas sem motivo que passaram a considerar o presente quase uma obrigação dos adultos para com elas”. Rosely comenta que, certa vez, perguntou a um grupo de crianças, entre seis e 10 anos, qual o último presente que ganharam. “A maioria não soube responder. Algumas citaram vários brinquedos e eletrônicos, outras se esforçaram para lembrar, muitas ficaram na dúvida ou não se importaram com a resposta a dar porque qualquer uma valia”.Com a proximidade do Natal, novamente as crianças serão "bombardeadas" com inúmeros embrulhos, grandes, coloridos, tudo para chamar atenção. “Não é errado dar presentes, mas a família não pode, por exemplo, se endividar por causa disso”, opina Lais. Ela comenta que para tornar as comemorações de fim de ano algo que vai além da troca de presentes, é preciso envolver a criança na preparação das festas. “Vale incentivá-la a fazer o enfeite da árvore de Natal, ligar para um parente e descobrir qual a receita de família ela pode preparar, escolher um texto positivo para ler antes da ceia, visitar alguém que há muito não se vê etc”, sugere a psicóloga. Então, antes de colocar a mão na carteira, aproveite o que se tem em casa para despertar a criatividade da garotada!

Portal UAI, Fim de Ano, 21/12/2009

ACUADOS PELA COMUNICAÇÃO MERCADOLÓGICA , PAIS CEDEM AO CONSUMISMO INFANTIL

Na opinião da psicóloga do Projeto Criança e Consumo, Maria Helena Masquetti, do Instituto Alana, muitos pais não enfrentam o bombardeio da comunicação mercadológica porque também cresceram nesse ambiente de assédio dos meios de comunicação, que impera desde os anos 50, com o advento da televisão.

Ela acredita que parte da sociedade percebe claramente que não há condições de administrar as necessidades e emoções de todas as pessoas que foram empurradas para um consumismo que nem o planeta aguenta mais. No entanto, como isso já vem sendo construído há muito tempo, a lógica do consumo fez e faz parte da vida desses pais, que hoje se veem em dificuldade para conseguir conter o consumismo dos filhos.“Eles se desenvolveram nessa lógica. Não é tão fácil para eles radicalizarem e mudarem tudo. O que é preciso é ter sempre uma contraorientação. É importante que eles saibam que não estão sozinhos, que muita gente está se dando conta dos estragos que foram feitos até agora por conta desse domínio do interesse comercial”, afirmou.

Do berço ao túmulo

Ex-publicitária e psicóloga, Maria Helena Masquetti acredita que a comunicação mercadológica se consolidou mudando a cabeça das pessoas e pregando filosofias de vida em nome de vender produtos. Quando a criança começou a ter acesso a um volume muito grande de informações por meio da televisão, o adulto perdeu espaço na formação dos filhos e foi enfraquecido como portador do conhecimento.Segundo ela, hoje assistimos ao resultado da idéia disseminada por diversos autores da área de propaganda e marketing para garantir a fidelidade do consumidor “do berço ao túmulo”. As pessoas são capturadas para prestar culto à mídia pela vida inteira. Quebrar essa lógica exige muito empenho.“Tem muito dinheiro colocado, o poder é muito grande. Mas, você vai fortalecendo esses pais, lembrando que ser pai de um adolescente ou de uma criança, não é colher o retorno gratificante no exato momento. Para isso, a gente tem pai e mãe, porque eles ficam com a parte mais difícil mesmo. Eles colocam o que é certo, colocam limites, dizem não”, afirmou.A psicóloga reconhece que para muitos pais é difícil esperar a vida inteira que os filhos cresçam e amadureçam para reconhecer o importante papel desempenhado por eles impondo limites e educando. E os adultos também têm dificuldade para reconhecer que as necessidades das crianças são legítimas, foram criadas para elas. Meninos e meninas são vítimas do bombardeio mercadológico e realmente se sentem angustiados porque acreditam que precisam consumir.“Só o fato de gostar dos filhos, porque amam os filhos, que lhes dão paciência e maturidade para tolerar rebeldia e irritação, porque eles não têm condições de saber que o assédio é muito grande pra cima deles.”Segundo a psicóloga, é uma violência muito grande quando o marketing apela: “só falta você, venha para o mundo!”, pois a angústia da criança e do adolescente é ser aceito pelo grupo. O medo de ser excluído, abandonado está presente em todas as pessoas desde o nascimento.“A comunicação sempre mostra várias crianças fazendo parte do novo brinquedo ou da nova moda. Está fazendo de propósito, tocando no ponto vulnerável da criança propositadamente para que ela se sinta excluída e, com isso, vá desesperadamente pedir aquele objeto”, explicou.Maria Helena lembra que toda ação de marketing é amparada por pesquisas apuradas, que apontam a melhor forma de conquistar e fidelizar o consumidor. “A pesquisa é engendrada para saber em que ponto mais vulnerável vou tocar na criança. Quando descubro que a criança tem pavor de ser excluída do grupo, é claro que vou mudar a minha comunicação por aí”, afirmou.Briga entre o sim e o nãoNessa batalha desleal, abatidos pelas mesmas ações de marketing, estão os pais, “com medo de parecerem os chatos, os caretas”. Eles veem a própria autoridade ameaçada por um mercado que diz sim e tem sempre uma resposta agradável e sofisticada para as dúvidas infantis. No confronto entre o sim e o não, a criança acaba perdendo o apreço pela autoridade materna e paterna, fragilizada pela autoridade “boazinha” do mercado.“A comunicação mercadológica nunca diz não. Ela diz sim, você pode, você merece, você isso e aquilo. E a criança, como o bombardeio é muito grande, acaba desenvolvendo tantos desejos, que ela acha que precisa, porque foi convencida de que se tiver aquelas coisas ou se comportar de certa forma, ela vai ser mais feliz, mais aceita e mais amada. Ela vai implorar o máximo que puder para obter aqueles objetos ou confortos dos pais. E os pais vão acabar tendo uma demanda muito grande e vão responder muitos nãos”, afirmouPara o psicóloga, a melhor forma de filtrar as mensagens endereçadas às crianças e aos adolescentes é a presença dos pais. “É a grande oportunidade de mostrar para o filho que ela passa pelo filtro dele. Ele exerce um poder diante da televisão com a sua opinião. Como a criança não tem opinião ainda, estando mais próxima dos pais, ela começa a perceber que eles têm opinião, e que eles exercem opinião. A gente aconselha muito que as crianças não tenham televisão nos quartos para evitar o isolamento e que elas acessem o que queiram, sem critério”, ressaltou.Família margarinaQuem nunca se irritou com a família perfeita das propagandas de margarina? Para a ex-publicitária e psicóloga, é um exemplo gritante da banalização da autoridade dos pais, pois a criança acredita naquele modelo e é próprio da infância transitar facilmente entre a fantasia e a realidade.Ela confronta o que vê em casa com aquele mundo mágico do pai que nunca está bravo, a mãe que está sempre linda, e os adolescentes que não estão discutindo na mesa, estão amistosamente conversando sobre o sabor da margarina.“Aquele mundo mágico está ali, tão bem na frente dela, ela não tem condições de dizer estão me mostrando uma realidade que não é a minha, não é de ninguém que eu conheço, não é dos meus amiguinhos”, explicou.Segundo a psicóloga, a criança deixa de dar valor à própria família quando é induzida a pensar que os pais são uma porcaria em comparação àquele modelo da televisão. Na cabecinha dela, eles não têm competência para construir uma família tão perfeita. Esse tipo de mensagem incita uma desordem, uma desorganização da família que traz prejuízos para o desenvolvimento infantil. É muito importante para o equilíbrio emocional da criança, corpo e mente integrados com aquilo que ela é.“O que a criança mais precisaria é dar valor ao que ela tem, à família dela. Por pior que seja a realidade da pessoa, psiquicamente, a melhor coisa é que ela viva dentro da realidade dela, seja ela qual for. Sair da realidade por que não suporta, porque é ruim, porque é feia, vai fazer com que essa pessoa tenha muitos problemas emocionais”, afirmou.A criança precisa conhecer a realidade do mundo sem arcar com responsabilidades, pois não tem juízo crítico desenvolvido para entender o que é persuasão nem sedução. Cabe aos pais assumir essa tarefa de protegê-la do assédio, impedindo que ela seja induzida ao erro.“Por que o consumismo acaba triunfando tanto? Porque quando a criança está pedindo para o pai ou para mãe desesperada, mostrando que ela é a mais infeliz do planeta porque não tem, ela não está sendo malandrinha , ela está defendendo o direito à participação social dela. Ela fala como se o pai e a mãe não estivessem entendo o drama que ela está vivendo”, explicou.Se a criança investe emoção verdadeira, se está apavorada, e acaba convencendo os pais, é porque foi exposta até que aquela necessidade fosse criada dentro dela. Os adultos é que precisam estar atentos para conter o abuso sobre a capacidade de projetar desejos e anseios, não as crianças.

Maria Helena Masquetti é ex-publicitária e psicóloga do Projeto Criança e Consumo do Instituto Alana Blog Educar e Cuidar, 21/12/2009

Link:

http://www.educarecuidar.com/2009/12/acuados-pela-comunicacao-mercadologica.html